25 nomes que marcaram a franquia Pokémon – Nintendo Blast

25 nomes que marcaram a franquia Pokémon – Nintendo Blast

Pokémon é uma franquia que ultrapassou as barreiras de sua mídia de origem. Hoje, mesmo alguém que nunca viu o anime ou jogou os games e os cards, conhece pelo menos o Pikachu. Abrimos essa semana comemorativa, em que a série completa 25 anos, traçando uma linha do tempo que mostra a evolução dos jogos de 1996 até hoje. Agora, chegou o momento de conhecermos diversas pessoas que, de uma maneira ou de outra, colaboraram para transformar essa brincadeira em fenômeno mundial.

Confira, na lista a seguir, 25 nomes que marcaram a franquia.

1. Satoshi Tajiri

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A mãe do pequeno Satoshi não permitiu que ele tivesse um animal de estimação. Por isso, o menino andava por florestas e vales observando os animais. Crescido, Tajiri viu as áreas verdes do Japão serem substituídas por prédios e estacionamentos, e não quis que as crianças perdessem a experiência de caçar insetos.

A brincadeira levou o fundador e presidente da Game Freak a apresentar a ideia dos monstrinhos de bolso para a Nintendo. Depois de cinco anos de desenvolvimento, Pokémon Red e Green (Blue no Ocidente) foram lançados em 1996 no Japão e se tornaram sucesso imediato, vendendo 8 milhões de cópias em apenas um ano. Em sua homenagem, o personagem principal do anime, Ash Ketchum, é chamado de Satoshi na versão original em japones.

2. Ken Sugimori

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Se Tajiri foi a mente por trás da ideia e dos conceitos de Pokémon, Ken Sugimori foi o artista que lhes deu vida e forma. O designer gráfico é co-fundador da Game Freak e acompanhou Satoshi em seus projetos anteriores até brilhar de vez com a franquia: ele é o responsável pelo design de diversos personagens, incluindo os primeiros 151 Pokémon.

Desde então Sugimori é o principal diretor de arte da série, aprovando todos os designs oficiais produzidos pela Game Freak ou por ilustradores externos. Ele ainda projeta muitos monstrinhos a cada geração, além de produzir as artes oficiais e a imagem de capa das embalagens.

3. Tsunekazu Ishihara

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O designer gráfico trabalha na indústria de games desde a década de 1980 e esteve envolvido na produção de títulos como Yoshi, Mario & Wario e EarthBound. Em 1995 ele fundou a Creatures Inc., empresa que logo estabeleceu relações com a Game Freak para produzir Pokémon Red/Green.

Após o lançamento dos games, Tsunekazu Ishihara se envolveu com os cards, o anime e todas as diversas formas de mercadoria que surgiram com a popularidade da série. Desde 1998 preside a The Pokémon Company, empresa que ele fundou inicialmente com o nome de Pokémon Center. Ishihara é o responsável pelo gerenciamento de marcas de todos os produtos da franquia.

4. Satoru Iwata

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O querido ex-presidente da Nintendo não era um simples executivo. Antes de chegar ao cargo, trabalhou com game design e foi CEO do Hal Lab., ajudando no desenvolvimento de EarthBound, Kirby, Pokémon e Smash Bros.. Satoru Iwata conduziu a Big N de 2002 a 2015, período de sucesso com o DS e o Wii e de certa turbulência com 3DS e Wii U.

Iwata desenvolveu um plano de localização que foi importante para Pokémon chegar ao Ocidente, criou ferramentas que contribuíram para a compressão dos gráficos de Gold/Silver e participou da programação do Stadium. Com o projeto de promover a entrada da Nintendo nos jogos mobile, ajudou na concepção e no desenvolvimento de Pokémon GO junto com Tsunekazu Ishihara, mesmo enfrentando um câncer no período.

5. Shigeru Myiamoto

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O lendário criador de Donkey Kong, Mario e Zelda também teve uma contribuição importante para a franquia Pokémon. Quando Tajiri e Sugimori apresentaram a ideia à Nintendo, foi Myiamoto quem defendeu seu potencial, ajudando no desenvolvimento.

Foi Shigeru também que implementou a ideia das versões serem vendidas aos pares, em vez de um único jogo. A visão do produtor era de que assim os jogadores teriam que se unir para chegar ao objetivo final — pegar todos os Pokémon.

6. Kunihiko Yuyama

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Kunihiko Yuyama trabalha com animação desde os anos 1970, começando com sketches e storyboards até a direção. Com um trabalho muito restrito ao público japonês até então, ele foi contratado em 1997 para ser o diretor geral do anime de Pokémon. Com um sucesso indiscutível, ocupa o cargo até hoje, além de dirigir todos os filmes animados, curtas, especiais e spin-offs.

7. Janaína Bianchi

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Janaína canta desde os quatro anos e já foi caloura do Chacrinha e do Raul Gil. Durante a década de 1990 trabalhou com Nil Bernardes, o cantor da abertura da novela O Rei da Gado. Quando ele foi contratado para produzir o CD de Pokémon no Brasil, chamou a colega para cantar o tema principal, que estourou imediatamente. Bianchi, na época com 31 anos, não conhecia o anime e recebeu apenas o cachê pela gravação.

O sucesso do tema pode não ter rendido frutos financeiramente, mas a qualidade de seu trabalho lhe abriu as portas para o teatro musical. Sua interpretação do tema de abertura do anime, aliás, gera muita curiosidade nos estrangeiros. Isso porque, em outros países, a música é cantada por homens.

8. Fábio Lucindo

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O ator e dublador paulista faz a voz de Zac Efron, dublou clássicos como Rugrats – Os Anjinhos e tem participação em vários animes, como Dragon Ball e Sakura Card Captors. Mas o maior destaque da sua carreira é mesmo Ash Ketchum.

Fábio Lucindo deu voz ao treinador do Pikachu por 16 anos, até que foi substituído por Charles Emmanuel na temporada 19. Na época houve certa comoção por parte dos fãs, fazendo com que Charles fosse até às redes sociais pedir desculpas pelas diferenças de interpretação.

9. Yusuke Ohmura

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O ilustrador Yusuke Ohmura entrou para a Game Freak em 2005, onde trabalhou em diversos Pokémon e designs de personagens a partir de Diamond/Pearl. Ohmura se tornou o designer líder em Sun/Moon, substituindo Ken Sugimori. Em 2016, o artista deixou a Game Freak para se tornar freelancer, mas continua contribuindo com a franquia.

10. Hiroki Fuchino

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O ilustrador japonês começou nos Trading Card Games, onde projetou Wash Rotom. A partir de 2004 passou a se envolver também com o design dos games, com destaque para os gráficos 3D do mapa de Let’s Go, Pikachu e para o conceito dos personagens de Ultra Moon/Ultra Sun.

11. Motofumi Fujiwara

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O artista se juntou à Game Freak em 1992, trabalhando no design de personagens do game Mario & Wario. Além dos cards, está envolvido com Pokémon desde os primeiros jogos, participando desde então de quase todos os títulos da franquia até os recentes Sword/Shield. Atua como freelancer desde 2013.

12. Douglas Quinta Reis, Mauro Martinez dos Prazeres e Walder Mitsiharu Yano

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Douglas Quinta Reis faleceu em 2017
O trio fundou a editora Devir em São Paulo no ano de 1987, especializando-se em importar e distribuir títulos de quadrinhos e RPGs norte-americanos e europeus. Ficou conhecida no meio nerd por trazer para o país clássicos do RPG como Dungeons & Dragons, GURPS e o conjunto Vampiro, Lobisomem e Mago.

Seu primeiro sucesso com card games foi Magic: The Gathering, localizado para o português desde 1995. Essa foi a porta de entrada da Devir para o mundo de Pokémon: o Trading Card Game era distribuído nos Estados Unidos pela Wizards of the Coast, a mesma empresa responsável por Magic. A editora trouxe os cards para o Brasil em 2000, sendo a casa dos monstrinhos de bolso no país por dez anos com muito sucesso.

13. Junichi Masuda

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Quando Satoshi Tajiri e Ken Sugimori fundaram a Game Freak em 1987, tratava-se de uma revista especializada em games. A entrada de Junichi Masuda em 1989 foi fundamental para a empresa se tornar uma desenvolvedora. Foi inicialmente o responsável pela programação, música e design de som da maioria dos títulos do estúdio.

Em Pokémon Red/Green, Masuda compôs todas as músicas, efeitos sonoros e sons dos monstrinhos, além de trabalhar na programação. Com a evolução dos games, ele também foi gradualmente mudando de função: atuou como subdiretor em Gold/Silver, diretor a partir de Crystal, até assumir o papel de produtor e supervisor principal da franquia.

Apesar de ter diminuído seu envolvimento com a música devido às suas responsabilidades, Junichi ainda produz a maioria dos temas de batalha dos games. Também compôs todas as músicas de Pokémon GO.

14. Go Ichinose e Shota Kageyama

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Parte da equipe de Masuda, os músicos Go Ichinose e Shota Kageyama compuseram diversos temas de destaque ao longo da franquia, como a canção de Littleroot Town e a vibrante trilha da batalha contra Zinnia, ambas em Omega Ruby/Alpha Sapphire. A obra da dupla vem ganhando cada vez mais espaço e importância, alcançando um nível incrível de excelência em Sword/Shield.

15. Hidenori Kusaka

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Hidenori Kusaka é o autor japonês responsável pelos mangás de Pokémon. Intitulados Pokémon Adventures, já foram publicados 57 volumes desde 1997 e possuem uma abordagem levemente diferente do anime. Pikachu, por exemplo, apresenta uma personalidade mais rebelde.

16. Mato

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O autor Hidenori Kusaka é um apaixonado por mangás que agarrou a oportunidade ao assumir Pokémon Adventures. Como roteirista, porém, ele precisava de um parceiro que transmitisse em imagens as suas ideias para a série. Os traços de Mato caíram como uma luva no projeto, transmitindo leveza nos momentos divertidos e senso de ação nos momentos de batalha. Infelizmente, o desenhista adoeceu gravemente, tendo que deixar o título depois do nono volume.

17. Satoshi Yamamoto

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Yamamoto assumiu o lápis de Pokémon Adventures a partir do volume 10, substituindo Mato após sua doença. Não foi uma situação fácil para Satoshi, que teve sua arte duramente criticada pelos fãs saudosos do traço original.

Após a estreia atribulada, seus desenhos passaram a ser admirados pela qualidade que continham, sem a comparação desnecessária com o trabalho de Mato. Yamamoto segue à frente do mangá até hoje, com seu estilo próprio. Para desenhar desastres, por exemplo, Satoshi se baseia em seus filmes de terror favoritos.

18. James Turner

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O designer gráfico britânico possui o curioso título de ser o primeiro ocidental a projetar oficialmente um Pokémon. James contribuiu com sete monstrinhos para Black/White, dois para X/Y, dois para Sun/Moon e dois para Ultra Sun/Ultra Moon. Além de suas contribuições para a franquia, Turner dirigiu o game HarmoKnight, de 2012.

19. Uri Geller

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Nos anos 1970 e 1980, o israelense Uri Geller ficou famoso por se apresentar na televisão como um paranormal, dizendo ser capaz de entortar colheres com o poder da mente. Quando o anime de Pokémon virou fenômeno mundial, o suposto telepata decidiu processar a Nintendo.

O motivo foi Kadabra, um monstrinho com poderes telecinéticos que é visto constantemente com uma colher na mão. Seu nome original é Yungerer, numa pronúncia muito próxima ao nome de Geller. Por fim, o processo não foi levado adiante, ficando como uma homenagem não oficial.

20. RJ Palmer

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RJ Palmer é um artista visual que desde 2012 reimagina os Pokémon, dando-lhes traços mais realistas. Sua arte corre a internet desde então, e virou referência para o filme Detetive Pikachu. A produção do filme acabou contratando Palmer para fazer o visual de muitos dos monstrinhos presentes no longa.

21. Rob Letterman

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O diretor e roteirista Rob Letterman tem uma produção voltada para o público infanto-juvenil. Dirigiu filmes como O Espanta-Tubarões, Monstros vs Alienígenas e Goosebumps: Monstros e Arrepios. Rob foi escolhido para dirigir o filme live-action de Pokémon ao propor um roteiro com um protagonista que não fosse o Ash. Esse era o mesmo desejo da Pokémon Company, que não pretendia fazer uma adaptação literal do anime. Detetive Pikachu foi lançado em 2019 e se tornou o filme baseado em games de maior bilheteria da história, rendendo US$ 433 milhões. Também é o segundo melhor avaliado no Rotten Tomatoes: com 68%, está atrás apenas de Angry Birds 2, que possui 73% de aprovação dos críticos.

22. Ryan Reynolds

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O ator canadense iniciou sua carreira em sitcoms e comédias românticas, tentando também papéis mais sérios em filmes de terror como Enterrado Vivo e Horror em Amityville. Sua entrada na cultura pop não foi das melhores: o descaracterizado Deadpool em X-Men Origens: Wolverine (2009) e o fracasso de Lanterna Verde (2011) deixaram os nerds de nariz virado com ele.

Quando foi escolhido para dublar Pikachu na adaptação hollywoodiana, Ryan Reynolds estava em outro momento da carreira. Reabilitado pelo sucesso de Deadpool (2016) e sua continuação, a escolha do mercenário tagarela para dar voz a um pokémon falastrão foi bem recebida.

23. Ikue Otani

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Diferente do que ocorre no Brasil, onde se tornaram comum as mudanças na dublagem, os fãs japoneses de Pikachu estão acostumados a ouvir a voz de Ikue Otani. A atriz é a dubladora oficial do personagem tanto nas animações quanto nos games, e atuou inclusive na adaptação hollywoodiana como a voz natural do bichinho. Mesmo durante sua licença-maternidade, em 2006, sua interpretação foi garantida pelo uso de gravações prévias de Otani.

24. M2M

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A dupla norueguesa formada por Marion Raven e Marit Larsen havia se formado recentemente ao ser descoberta por produtores da Warner Music. O estilo teen pop fez a M2M ser selecionada para gravar a música Don’t Say You Love Mesingle lançado em 1999 que fez parte da trilha sonora de Pokémon: O Filme.

Tanto o filme quanto a música fizeram sucesso mundial. O single esteve presente nas primeiras posições de diversas paradas musicais, impulsionando a carreira da dupla. Após esse bom começo, porém, os álbuns seguintes da M2M tiveram desempenho abaixo do esperado e hoje as cantoras seguem em carreira solo.

25. Nathan Silva

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O artista cria desde 2016 monstrinhos baseados na fauna e na flora do Brasil. Lobo-guará, boto cor-de-rosa, guaraná, milho, entre outros elementos da cultura nacional viraram Pokémon da região Brazuka. Todos têm nome, tipo, peso, habilidade, tamanho e numeração na Pokédex.

Apesar de toda essa organização, as criações de Nathan não são oficiais. O artista adoraria ver sua obra fazendo parte dos jogos da Nintendo, mas por enquanto é considerada apenas fanart. Sua página, Formiga Fakemon, movimenta milhares de pessoas apaixonadas pela franquia no Facebook.

Conhecia todas essas pessoas e histórias? Qual nome faltou nessa lista? Deixe suas opiniões aqui nos comentários.

Revisão: João Gabriel Haddad